08
Jun 10
Imagem Latente
“Uma daquelas aparições em forma de visitas imperceptíveis prestadas diariamente; sorrateiras, estas luzinhas sempre estiveram lá. Na aurora da manhã. Acredito eu, dos dias claros. Velando o sono de todos os que já habitaram o apartamento. Desde o preciso momento em que alguém com alma, olhos e bocas, que afixavam janelas de metal, concluiu o serviço naquele sexto andar, foi também instituído um novo itinerário para os fótons que alegraram-me a manhã gelada de dente contra dente, debruçados sobre mais problema que solução, no maior cerão da minha vida. O corpo mandara a discrição às favas e manifestava-se em tremores incontroláveis para converter gordura em calor. O espírito, no entanto, teve sua manutenção efetuada com sucesso pela projeção luminosa que tomou-me de surpresa”.
12
Apr 10
O Básico para o prático. (Parte 1)
O Prático é aquele que não está nem aí para os porquês, ele quer apenas realizar um bom trabalho. Algumas vezes, os porquês fazem parte do bom trabalho, na maior parte do tempo, não. Esse artigo é para todos aqueles cujos olhos ardem frente às intermináveis preliminares discorridas por aqui, e que clamam pelas mãos na massa!
1. Controle: Foco, abertura, velocidade, e superfície foto sensível. Isso é a câmera fotográfica. Todo o resto são variações sobre o tema e adereços. Sua máquina é uma calculadora. Um aparelhinho serelepe que vive de controlar a quantidade de luz que incide sobre o sensor fotossensível no interior da câmara escura. Falaremos sobre controle. Sobre a influência que os dispositivos controladores presentes na câmera fotográfica exercem na qualidade da imagem capturada. Quando falamos em quantidade de luz, há três principais elementos envolvidos:
Costumava ficar a cargo de um anel, na objetiva (lentes). Hoje, a maioria das câmeras modernas conta com controle digital de abertura, no próprio corpo da máquina. (consulte o manual de instruções para saber como alterar os valores da abertura no seu equipamento). A função deste controlador é determinar qual o tamanho do orifício que permite a entrada de luz. Seus valores são conhecidos como números f.
Números f menores permitem que uma maior quantidade de luz atinja o sensor. Caso interesse, eis o porquê:
Ora, se o número f é resultado da divisão da distância focal (Distância, em milímetros, entre o plano do filme, ou sensor, e o conjunto óptico/objetiva) pelo diâmetro do orifício, quanto maior o tamanho do diâmetro deste orifício, mais luz entrará na câmera quando acionado o disparador. Se o oríficio aumenta, maior o número que dividirá o valor da distância focal, consequentemente, menor será o número f de abertura.
As lentes que possuem menores Números f são chamadas de lentes rápidas. Porque demandam menores tempos de exposição (velocidade do obturador) para registrar a cena.
Lentes com distâncias focais maiores, como as Telephoto, demandam diâmetros bem maiores para atingir determinado número f do que lentes normais ou grande angulares, portanto, aquelas a preços acessíveis são bem mais lentas. Diâmetros maiores demandam lentes maiores e mais perfeitas para evitar aberrações ópticas, e isso custa caro pra caramba.
Entenda melhor a distância focal e os primórdios da abertura aqui.
1.2 – Velocidade (do Obturador)
O obturador, ou, Shutter, fica no corpo da câmera. É este dispositivo que ao disparar cortinas (lâminas de fibra de carbono ou outros materiais) é responsável pela passagem da luz. Quando as cortinas estão abertas, a luz que vem da objetiva atinge a superfície foto sensível. Quando elas estão fechadas, a câmara escura permanece vedada. A velocidade do obturador é o intervalo de tempo que as cortinas ficam abertas, permitindo a passagem da luz. Esse tempo pode ser de frações de segundos ou até de horas (utilizando-se o controle manual de exposição).
A unidade de medida para selecionar o intervalo de disparo do obturador é o segundo (”) e suas frações. Ex: 4″ – 2″ – 1″ – 1/2″ – 1/4″ – 1/8″. No exemplo acima o valor 1, quer dizer um segundo (É o valor mais lento que pode ser selecionado na Nikon F-301). A partir daí, 2 quer dizer meio segundo, 4 quer dizer um quarto de segundo, e então, um oitavo, um quinze avos, um trinta avos, e assim por diante até atingirmos o limite de velocidade das cortinas da F-301, que é de 1/2000 avos de segundo!
“B” é o modo de disparo manual. Você aperta o botão de disparo e as cortinas se abrem. Elas continuam abertas até que você solte o botão. Para utilizar este recurso, o ideal é contar com tripé e um disparador (com ou sem fio) para evitar fotografias tremidas pela ação do dedo humano diretamente sobre o corpo da máquina enquanto esta registra a cena.
1.3 – ISO / ASA – São unidades de medida utlilizadas para representar a sensibilidade do sensor ou do filme. Um filme ISO 100 é tão sensível quanto um filme ASA 100. Números de Iso maiores, necessitam de menos luz para registrar a cena e vice e versa. Chamamos de filmes rápidos aqueles com número ISO mais elevado, porque, por exemplo, quando se dobra o valor do ISO dobra-se a sensibilidade do filme, o que significa que ele vai demandar metade da luz necessária para registrar uma cena e produzir a mesma densidade de informação na imagem capturada. Por esta razão, podemos então utilizar valores mais altos de velocidade do obturador para o registo.
2. Qualidade: Cada controlador mencionado acima implica em mudanças significativas na imagem fotografada, alterando assim a sua qualidade:
2.1 – Variação da Abertura: Variar a abertura significa permitir a passagem de mais ou menos luz através da objetiva, o que implica em aumentar ou diminuir a profundidade de campo, ou seja, a área da fotografia que está dentro de padrões aceitáveis de foco. Por exemplo, se um objeto está a três metros da câmera e um outro objeto está a quatro, e ambos estão aparentemente dentro do foco, entendemos que a profundidade de campo que a abertura utilizada proporciona é de, pelo menos, 1 metro.
Variar a profundidade de campo pode ser um recurso indispensável em algumas situações. No exemplo acima, notamos como a diminuição da profundidade de campo destaca o objeto que está em primeiro plano livrando-o da confusão do cenário em que se encontra.
2.2 – Variação da Velocidade: Variar o tempo de exposição de uma fotografia, ou, definir a velocidade do obturador, significa permitir que a luz incida durante um tempo maior ou menor sobre o sensor foto sensível ou filme. Se há movimento na cena, e se a velocidade do obturador for suficientemente baixa, veremos borrões. Isso pode ser ruim… Ou não! Este recurso pode ser utilizado para ilustrar movimento na imagem capturada.
Câmera no tripé, velocidade do obturador de cerca de 6″ segundos e uma sacada gentilmente emprestada. Obrigado Luciana e André!
2.3 – Variação do ISO: Buscar mais detalhes em cenas menos iluminadas é uma faca de dois gumes, porque números de ISO muito altos, desde o tempo dos filmes fotográficos, implicam em granulação, seja de Aletos de prata, seja, mais recentemente, de pixels.
Nas imagens acima, mantive o valor da abertura fixo para ilustrar o conceito de “ISO mais rápido”. Quando utilizei um número de ISO maior, a velocidade de obturador utilizada aumentou proporcionalmente (em 4 pontos de luz). Note que a granulação proveniente da alteração de sensibilidade aparece com mais crueldade na área escura da imagem.
3. Conclusão: Velocidade, abertura e ISO São mecanismos independentes que relacionam-se diretamente. Estes controles causam alterações na qualidade da fotografia. São recursos preciosos de expressão e instrumentos indispensáveis para construirmos uma narrativa fotográfica. Veremos na segunda parte deste artigo como é que isso tudo se relaciona a partir do sistema de pontos de luz!
Fontes: Wikipedia, Ansel Adams: A câmera. Imagens: Caio Kauffmann.
31
Mar 10
Radioflash Elinchrom
Há muitos questionamentos na rede a respeito da melhor marca de Radioflashs. Há também, claro (óh, Deus, proteja-me das unanimidades), os Pocket Wizards, que estão disponíveis em modelos que se adaptam a qualquer cenário. Tem gente meio doida que chega até a considerar o fator “Sensualidade” quando o assunto está em pauta. Eu, cá entre nós, não consigo ligar muito bem uma coisa à outra com tanta naturalidade!
O que é o chamado Radioflash?
Trata-se de transmissores/receptores de ondas de rádio que podem atuar em diferentes freqüências cuja finalidade é disparar o flash quando este não está acoplado na câmera. O Transmissor fica acoplado na sua máquina e o Receptor é ligado à fonte luminosa, que pode ser um flash de estúdio, ou de câmera mesmo, montado em um tripé.
Uma alternativa para o Radioflash é o famoso cabo de sincronismo, que efetua a mesma operação descrita, porém, restringe a mobilidade do fotógrafo por conta da existência de um fio que tem comprimento limitado e que pode enganchar inadvertidamente em qualquer coisa, desde um tripé até o pé de uma distraída produtora.
Alguns Radio Flashes (assim como alguns cabos de sincronismo) podem, inclusive, transmitir dados de TTL. É possível utilizar várias fontes luminosas com apenas um receptor se habilitarmos a foto célula nas demais para dispararem assim que o primeiro disparo for efetuado.
Você pode também possuir mais de um receptor que seja acionado pelo mesmo transmissor.
Sobre Unanimidades:
Não compre unanimidades. A não ser que você realmente precise delas. O Pocket Wizard é uma unanimidade. Não é porque ele não falha, mas porque os caras se especializaram no assunto a ponto de criar uma das, se não, a mais flexível ferramenta para o fim proposto. Agora, será que é preciso mesmo pagar uma fortuna apenas porque ele supre com excelência a necessidade de profissionais incríveis que não necessariamente têm as mesmas demandas que você? A não ser que o seu perfil filantrópico anseie pelo desenvolvimento de tecnologia que vai dar muito lucro a alguém que nem ao menos freqüenta a sua casa, não.
O Elinchron Skyport:
Há alguns meses, rodei a cidade procurando me informar a respeito dos modelos disponíveis e suas características. Constatei que apesar de São Paulo ser uma das maiores metrópoles do planeta as opções por aqui são escassas. Na época, a maioria das lojas que visitei vendia trambolhos de fabricação nacional, ou, importados a preços exorbitantes.
“Porquê da escassez de modelos importados?”, perguntei.
“Porque não há saída, eles chegam muito caros por aqui”, respondeu o vendedor.
Fiz alguma pesquisa e descobri que a Elinchron, que é uma conceituada fabricante de flashes para estúdio, comercializava o seu próprio rádio transmissor. E foi aí que adquiri um Kit, via Ana Cecília, direto de NY. Comprei na BHPHOTO e mandei entregar onde minha amiga se hospedava. Não posso comparar o Skyport com os demais modelos existentes simplesmente porque nunca tive acesso a nenhum outro. No entanto, posso compartilhar minhas impressões sobre esse produto fabuloso!
O kit veio com Transmissor + Receptor e opções diversas de plugs, o que me dá liberdade para acoplar o radiotransmissor em qualquer tipo de flash.
Alguns números a respeito:
Velocidade de disparo: 1/1000s
8 canais de frequência
Alcance:50m para interiores e 120m para exteriores
De modo geral, tanto transmissor quanto receptor são leves e parecem um pouco delicados, o equipamento vem num estojo acolchoado e nunca enfrentei qualquer problema que apontasse fragilidade.
O Transmissor:
Utiliza uma bateria de Lithium CR2430 3.0V e, apesar de eu ter lido que ela “não dura muito”, para mim, está durando. Eu adoraria fornecer informação quantitativa a respeito, mas infelizmente minha desorganização ainda não permitiu. Vou tentar atualizar futuramente o post.
Os modos de disparo presentes no transmissor podem acionar independentemente flashs de até quatro grupos distintos. Por ex: Você tem três flashes, cada um com um receptor, e determina que dois deles estão no grupo “2″ e o restante no grupo “1″. Se você selecionar no transmissor que quer apenas que o grupo “1″ dispare, apenas o flash que está no grupo “1″ irá disparar.
O Transmissor também conta com controladores de funções para flashes da linha RX, da Elinchron, como o acionamento da luz de modelagem e controle de variação da intensidade luminosa em até 10 pontos.
O receptor:
Funciona com bateria recarregável interna, o que é uma maravilha! Terminando a sessão, é só plugar na tomada!
O mais importante: Já tirei mais de mil fotos com esse Kit da Elinchron – funcionando vezes com o Flash +3003 da Mako, outras com o extinto SB80 da Nikon – e eles NUNCA falharam.
12
Mar 10
O tamanho da fotografia impressa.
Uma fotografia apenas existe porque ela dispõe de um suporte que a materializa. Um arquivo eletrônico, um negativo, uma chapa de vidro, uma impressão fotográfica. Hoje – e desculpem-me os românticos -, não há muitas razões para utilizarmos suportes analógicos para a captação de imagens. A fotografia digital cortou etapas, abreviou processos e, principalmente: Nunca foi tão barato e acessível aprender, tirar, publicar fotografias.
No entanto, por vezes, é necessário trazermos estes códigos binários para suportes analógicos. Seja na impressão de um catálogo, cartaz, revista, seja para reproduzir diagnósticos médicos. E é aí que começa a confusão: Megapixels, Resolução, PPI, DPI, RGB, CMYK. Parece que estamos em guerra.
Seguem algumas definições:
-O pixel: Imagens eletrônicas são feitas de pequenos pontos chamados de Pixels. São os Picture Elements (Elementos de figura), que arranjados horizontal e verticalmente, compõe fotografias, desenhos, texto e demais elementos de design. O Pixel também é a menor parte de um sensor de uma câmera digital. Quanto mais pixels possuir o sensor, mais detalhes ele irá capturar (mais pixels para compor a imagem ele irá criar), o que significa que a imagem guardará mais informação, detalhes.
-Resolução nos monitores: É a quantidade total de pixels que eles podem exibir quando em funcionamento. Independente da mídia reproduzida (Filme, fotografia, gráficos, vetores). Só podemos alterar a resolução de um monitor entrando em suas configurações(no próprio monitor ou através do sistema operacional). Monitores têm resolução máxima. Se diminuímos a resolução de um monitor, as imagens exibidas por ele serão disponibilizadas em maior tamanho, pois o número de pixels da imagem permanece o mesmo, mas o número total de pixels exibidos por eles diminui.
-Resolução da Imagem/Câmera: É a quantidade de detalhe que uma imagem guarda.
Uma câmera de 10MP (megapixels) tem um sensor de 10MP que produzirá imagens com, no máximo, 10MP. A resolução de uma câmera, portanto, é a quantidade total de pixels responsáveis pela formação das imagens produzidas por ela.
Uma câmera de 10MP registra mais detalhes que uma câmera de 3MP, o que, em alguns casos (Por exemplo, em impressões menores que 10×15cm), faz pouca ou nenhuma diferença para a percepção humana. Já, em outros casos, uma resolução maior faz toda a diferença. A resolução da câmera pode ser alterada de acordo com as necessidades e demandas do usuário.
-Megapixels: Para determinar a resolução de uma câmera digital, multiplique a largura da maior fotografia produzida por ela pela sua altura. O resultado é um número deveras extenso que é representado em megapixels: 1MP significa um milhão de pixels, ou, o número 1 seguido de 6 zeros. Uma imagem quadrada, de 1MP tem 1000 pixels de largura por 1000 pixels de altura. As fotografias, entretanto, não são sempre quadradas.
-Razão da imagem: Uma câmera de 10.1MP produz imagens de aproximadamente 10.100.000 de pixels. No caso da Nikon D60, essas imagens têm 3872 de largura, contra 2592 pixels de altura. (Ou o contrário, se a fotografia é enquadrada no plano vertical). A proporção das imagens pode variar de câmera para câmera, isso é o que chamamos de aspect ratio, ou, a razão entre a altura e a largura: As TV’s widescreen tem a razão 16:9 (16 unidades de medida para a largura e 9 para a altura), as do tempo do seu pai, funcionam na razão 4:3.
PPI x DPI
Quando disponibilizamos qualquer imagem digital em nossos monitores com 100% do seu tamanho original, ela exibirá todos os pixels que possui. Hoje, na maioria dos casos, a imagem não caberá inteira na tela. Para visualizarmos a fotografia por inteiro, devemos retroceder no Zoom. Feito isso, certos detalhes ficam menos visíveis ou desaparecem. Se colocarmos uma lupa no monitor a fim de enxergarmos estes detalhes, eles simplesmente não estarão lá.
Isso acontece porque o suporte digital que disponibiliza essas imagens – o seu monitor – trabalha sempre com a mesma resolução e quando utilizamos a função zoom para “diminuirmos” as imagens, o software de edição seleciona pixels que são retirados da imagem para que esta pareça menor. A única forma de enxergarmos estes detalhes novamente é aproximando o zoom do programa de manipulação de imagem, que trará estes pixels de volta.
PPI (Pixels Per Inch, ou, Pixels por polegada) e DPI (Dots Per Inch, ou, pontos por polegada) começam a fazer algum sentido quando pensamos em transportar a imagem digital para um suporte analógico, ou seja, quando queremos imprimir a fotografia.
Os PPI representam a quantidade de pixels presentes em uma polegada da imagem impressa.
Exemplo: Uma imagem com 1MP pode ter baixa resolução (parecer menos definida, com menor quantidade de detalhes) ao ser impressa em uma folha A4, mas se formos imprimi-la com o tamanho de uma polegada, ela terá a altíssima resolução de MIL PIXELS POR POLEGADA (1000000ppi!!!). E eu não conheço NINGUÈM que considere uma imagem de 1MP uma imagem em alta resolução!
Aprendemos, portanto, que existe uma relação entre a questão das resoluções das imagens, o tamanho do seu suporte físico e a qualidade da impressão.
Uma fotografia impressa no tamanho 10×15cm com 300 PPI’s (Resolução indicada para impressão de fotos) contém 2092732 de pixels. Isso significa que se o seu objetivo é imprimir imagens neste formato, uma câmera de 3MP é mais do que o suficiente.
Se o seu objetivo é apenas imprimir imagens em 10×15cm e você tira as fotografias todas com 10MP de resolução, então você está desperdiçando espaço em disco. E para os socioambientalistas de plantão: Imagens maiores = mais tempo descarregando + mais tempo com os computadores e equipamentos ligados e processando = mais gases estufa sendo injetados atmosfera a dentro.
Conclusão: Você deve conhecer o uso que fará das imagens antes de selecionar a resolução desejada na câmera. Imagens com maior resolução do que o necessário significa menos espaço no cartão de memória, e você pode perder um registro incrível porque não haverá onde armazená-lo.
Diferentemente do que acontece nos monitores, que têm resoluções fixas e trabalham com simulações produzidas pelos softwares de edição, os suportes analógicos podem guardar informação que, com o auxílio de uma lupa, por exemplo, podem ser vislumbrados.
-O número de PPI’s determina o tamanho da imagem impressa, e é inversamente proporcional ao tamanho dessa impressão.
Imagine aquela imagem de 1000×1000 pixels. Se sua resolução for de 1000ppi, sua impressão será de uma polegada por uma polegada. (Porquê PPI significa Pixels por Polegada).
Agora, se reduzirmos a resolução da imagem para 250PPI’s, teremos uma imagem 4 vezes maior, de 4×4 polegadas. (Porque foram utilizados menos pixels por polegada impressa).
E se você determina um número de PPI’s 4 vezes menor para uma imagem, sua impressão será 4 vezes maior.
Quanto menor o número de PPI’s, menor a resolução da foto: Se o tamanho da imagem impressa continua o mesmo e você reduz o número de ppi, ao imprimir, os pixels terão que ser maiores ao ponto de, se praticados exageros, podermos notar sua presença na forma de um mosaico grosseiro digital.
Alterando o número de Pixels por polegada com softwares de edição. Custos e benefícios:
Quando se altera a resolução de uma imagem, você pode acrescentar pixels, retirar pixels ou manter a quantidade de pixels inalterada, o que produz variação no tamanho da imagem impressa.
-O software acrescenta pixels quando: Queremos aumentar o tamanho da imagem impressa, e manter a resolução original, ou, quando re-enquadramos a imagem aproximando o plano e mantendo sua resolução e tamanho de impressão. Este procedimento não é indicado, pois o programa irá criar novos pixels com base nos pixels originais da figura.
Ex: A imagem tem 1000×1000px e será impressa em 250ppi’s. Seu tamanho, portanto, será de 4 polegadas. Se quisermos que a impressão seja de 8 polegadas e ainda conserve seus 250ppi de resolução, o software irá criar um milhão de pixels! Isso não pode ser bom, mesmo porque a maioria dos softwares utiliza algum tipo de recurso como borrar os pixels para camuflar o impacto entre a informação “inventada” e a original.
Usamos porque:
-Apesar da perda de definição, é melhor ter uma imagem levemente borrada do que uma cheia de pixels aparentes, aqueles quadradinhos horripilantes, e bordas irregulares que entram em cena.
-Na hora da captura, não ponderamos sobre o tamanho do suporte que abrigaria a imagem.
-Houve necessidade de diminuir o tamanho do arquivo de imagem a fim de transferi-lo em alta velocidade utilizando uma conexão ruim de internet. (Hard News)
O software elimina pixels quando: O tamanho que a imagem será impressa demanda menos pixels por polegada do que fora capturado pela câmera. Ex: A imagem tem 250ppi’s e 10×15cm, mas você precisa dela impressa em 5×7,5cm com os mesmos 250ppi’s.
Usamos Porque:
-O arquivo fica menor e mais fácil de transferir, por exemplo, com uma conexão ruim de internet. (Hard News)
-A impressora possui poucos DPI’s e queremos diminuir o tempo de impressão(Neste caso, diminuiríamos a resolução e manteríamos o tamanho da impressão da imagem)
O software mantém a imagem imaculada quando: Tudo correu bem. Enquadramos direito, planejamos corretamente o uso que faríamos da imagem adequando o tamanho do suporte final à resolução de captura e temos todo o tempo do mundo para transferir o e imprimir o arquivo. Essa é a opção mais indicada.
Mas se é trabalho…
A verdade é que, se é trabalho, o ideal é sempre fotografar em alta resolução e em arquivos RAW. Dessa forma, você conserva o máximo de informações possível para poder executar uma saudável pós-produção, futuros reencquadramentos, sem stress, sem suor correndo pelas têmporas, a partir da melhor imagem original possível.
Nos tempos do filme 35mm: Há divergências quanto à resolução que teria o filme fotográfico de 35mm em megapixels. Algumas fontes indicam 16MP. O filme fotográfico é um suporte analógico. Por ser analógico a informação capturada está sempre lá. Não há compressão, não há seleção de tamanho da imagem na câmera.
Havia filmes de grãos mais finos, menos sensíveis à luz, que geravam imagens mais detalhadas, indicados para grandes ampliações. Também havia variação no tamanho dos filmes, que demandavam outro tipo de câmera. Por serem maiores, estes suportes guardavam mais informação que os filmes de 35mm.
Hoje há backs digitais e câmeras profissionais com sensores do tamanho das “chapas” de grande formato, utilizadas para fotografias que demandavam ampliações enormes ou correções de perspectiva, mas isso já são outros quinhentos.
DPI’s causam mais confusão ainda:
O termo DPI diz respeito às Impressoras do que à impressão propriamente dita. As impressoras imprimem em pontos. Pequenos pontos de tinta que variam em seu tamanho e espaçamento (processo de halftone).
Impressoras que produzem mais DPI’s criam imagens mais detalhadas cujas cores são melhores reproduzidas.
O número de DPI’s que uma impressora pode produzir depende da tecnologia da sua cabeça de impressão.
Impressoras a laser chegam a produzir 1800 pontos por polegada.
A quantidade de DPI’s de uma impressora normalmente deve ser maior que a quantidade de pixels por polegada de uma imagem a fim de produzir impressões da mesma qualidade. Isso ocorre por conta da quantidade limitada de variação de cor para cada ponto disponível na impressora.
O pixel de um monitor sRGB pode produzir 256 intensidades diferentes de luz em cada um dos três canais RGB (Red, Green, Blue, ou, Vermelho, Verde, Azul) para criar, por adição, 256 elevado a terceira potência, ou seja, 16.777.216 cores! Enquanto que impressoras coloridas contam com um número muito menor de variações de intensidade de cor para cada um de seus quatro canais CMYC.
Resolução de uma impressão X Tamanho da Impressão X Distância do observador:
Quando apreciamos uma fotografia de 10×15cm aproximamos o álbum de nossos olhos para reconhecer pessoas, lugares, letreiros e contemplar seus detalhes. Se vislumbramos uma imagem de 20×30cm enquadrada na parede, naturalmente, nos distanciamos um pouco para podemos contemplá-la por inteira.
Falar de uma resolução ideal para impressão é um pouco subjetivo já que, quanto maior a ampliação da imagem, maior será a distância necessária para que o observador lhe extraia algum sentido. Além do mais, é insensato pensar em um outdoor com a resolução de 300ppi! Acredito que não haja no mercado um aparelho que possa capturar da realidade tanto detalhe e, principalmente, amigo verde, imagine só a quantidade de gases estufa que um computador produziria apenas para processar estas informações?
MAS, AFINAL DE CONTAS, QUE NÚMEROS EU DEVO UTILIZAR?
De modo geral, para impressões convencionais, a resolução mínima recomendada para se imprimir imagens de qualidade é de 240ppi. Significa que uma imagem capturada por uma câmera sony cybershot w80 de 3072×2304px pode resultar em imprssões de até 32×24cm.
Há uma forma de calcular isso: Para saber o tamanho da impressão de uma fotografia divida a altura e a largura da imagem pela resolução de impressão.
LARGURA DA IMAGEM ÷ 240ppi = Tamanho da largura da imagem na menor resolução indicada para impressão com qualidade (240ppi)
ALTURA DA IMAGEM ÷ 240ppi = Tamanho da altura da imagem na menor resolução indicada para impressão com qualidade (em polegadas).
O resultado dessas equações é representado em polegadas, pois esta é a unidade de medida padrão por aqui (ppi = Pixels por polegadas). Para encontrar um conversor de polegadas para centímetros, entre outras unidades de medida, clique aqui.
Existe uma tabela no site da microsoft que compara os tamanhos de impressão de imagens geradas por diferentes valores de MP Vou utilizá-la devido à sua praticidade, mas fique atento ao aspect ratio das imagens criadas pela sua câmera para evitar distorções:
Para fotografias impressas em 240ppi (Os tamanhos de impressão estão representados em polegadas):
Para fotografias impressas em 300ppi (Os tamanhos de impressão estão representados em polegadas):
É sempre bom ter em mente que a quantidade de MP disponíveis em uma câmera digital nem sempre é determinante para um bom resultado final. A maneira como você enquadra, a qualidade da luz que tem disponível, o tipo de compressão utilizado e o gerenciamento de cores do sensor da máquina, entre outras características, são determinantes para que seja obtido sucesso ao registrar a luz, refletida ou emitida, da melhor forma possível.
Divirtam-se.
Fontes: Photoshop CS4 Help File, Til De Frugal.com, Ken Rockwell.com, Microsoft.com, Wikipedia, Digital Photography Review.























